Macau: a terra do já teve. Você já refletiu sobre isso?

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BandernÉ comum olharmos o passado das pequenas cidades e afirmar é a cidade do já teve.  Com Macau não é diferente. Cheguei em Macau em  1981 e saí em 2000 e nesses anos percebi que a presença do Estado só fez diminuir. Foram dezenas de repartições públicas  que tiveram suas atividades encerradas em Macau, como a Capitania dos Portos, o IBGE, o Bandern e outras.  É fundamental pensar sobre isso. A questão central do debate é: para onde vão os recursos dos nossos impostos? Onde estão sendo aplicados? Estão servindo para a maioria ou a minoria?

A maioria precisa de saúde, educação, habitação e melhorias na sua vida, enfim espaço público onde possa resolver seus problemas com eficiência e rapidez. Quando um governo cria uma casa de cultura ele beneficia a população e quando ele abandona a Casa de Cultura ele diminui o espaço público e prejudica a população. Quando um governo fecha um Banco ele está prejudicando a população. No plano federal o atual governo e os dois últimos buscaram, mesmo que timidamente, distribuir melhor o fruto do nosso trabalho. Quando o governo amplia o atendimento na educação e saúde ele está atendendo a maioria. Quando o governo amplia a justiça como vimos agora com a criação de mais um Vara de Trabalho ele está ampliando o espaço público e toda a sociedade se beneficia. Estes são alguns exemplos, olhando à sua volta você encontra outros.

Há no nosso país um confronto entre duas correntes econômicas e políticas e precisamos discernir qual é a melhor para nós.   Uma busca a concentração e o carreamento do nosso dinheiro para os milionários que ficam cada vez mais milionários. A outra busca o distribuição de renda para um maior número de pessoas e o crescimento do espaço público.  Pense sempre nisso.

De Claudio Guerra para o baú de Macau

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