Uma poesia de Nair Damasceno: Alfenim

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São inúmeras as maneiras de tornar a vida mais doce e foram inúmeras as crianças da minha geração que tiveram suas vidas adoçadas por um simples alfenim.

 

 Alfenim

 

 

Feira do Alecrim, Foto José A. Degas. Arquivo: Folha de Macau

Feira do Alecrim, Foto José A. Degas. Arquivo: Folha de Macau

Doces lembranças,

 lembranças doces,

 alfenim…

 Meu avô sisudo

 sempre trazia

 da feira do Alecrim

 e sorridente

 entregava para mim.

 

 Flores, pássaros, mulheres,

 brancos como algodão,

 bicos e bocas de carmim

 alegravam meu coração

 nos fazendo sorrir.

 

 Amargo fim

 do doce e meigo alfenim.

 

 Por que teve que ser assim?

 

 Nair Damasceno: Alfenim [ndapaiva@yahoo.com.br]

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