Uma poesia de Gilberto Avelino: Poesia Marítima

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Poesia marítima

 

Barcaça

Barcaça

Põe toda ternura no olhar.

Quando a noite baixar, alegres ficaremos,

E do mar virá leve cantiga.

 

Gaivotas na tarde evanescente.

E os nossos braços caindo

Como os poentes levemente caem.

 

Do mar virá leve cantiga.

Da vida a tristeza não se sente,

E a paisagem marinha é uma longa carícia.

 

O mar esplende.

Salsugem, sargaços, búzios doirados,

Cheiro prolongado de maresia.

 

Põe toda ternura no olhar,

Meu bem.

 

Cantaremos á lua uma canção diferente,

Barcaça 2

Barcaça 2

 

Quando a noite baixar completamente.

 

De O moinho e o vento  

 p. 57 Diário Náutico  – Obras Completas – vol. I  Gilberto Avelino, Sebo Vermelho, 2004

 

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