Tudo se move

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Em tempos de esgotamento de um sistema é importante ler as reflexões insertas na obra Teoria Social Pós-Moderna – Introdução Crítica, do Professor João Emanuel Evangelista.

Cage Cabeca oca 3As imagens tornaram-se mercadorias. A “mercadificação de imagens do tipo mais efêmero” foi uma “dádiva divina do ponto de vista da acumulação do capital”, sobretudo quando “outras vias de alívio da superacumulação parecem bloqueadas”. As imagens são mercadorias de consumo imediato que podem ser vendidas em massa instantaneamente no espaço mundial, permitindo que haja uma radical redução do tempo de giro do capital investido em sua produção. “A efemeridade e a comunicabilidade instantânea no espaço tornam-se virtudes a ser exploradas e apropriadas pelos capitalistas para os seus próprios fins”.

As imagens desempenham outras funções na sociedade em que vivemos. A “mediatização da política”, que “passou a permear tudo”, tornou a valorização da imagem uma parte fundamental da aura de autoridade e poder de empresas, governos e lideranças políticas e intelectuais. Para as empresas, por exemplo, a conquista de uma imagem constitui um aspecto vital na concorrência, de modo que “o investimento na construção da imagem (…) se torna tão importante quanto o investimento em novas fábricas e maquinário”. A identidade de tudo passou a depender das imagens. “A aquisição de uma imagem (por meio da compra de um sistema de signos como roupas de grife e o carro da moda) se torna um elemento singularmente importante na auto apresentação nos mercados de trabalho e, por extensão, passa a ser parte integrante da busca de identidade individual auto realização e significado na vida”.

Página 153, obra: Teoria Social Pós-Moderna – Introdução Crítica, autor: Professor João Emanuel Evangelista, 2007, Editora Sulina, Porto Alegre.

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