Paulo Herôncio, Monsenhor. os holandeses no rio grande

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Paulo Heroncio Os holandese no Rio GrandeAutor: Paulo Herôncio,  Monsenhor [1901-1963]

Obra: Os holandeses no Rio Grande

Co-edição Fundação José Augusto e Editora Clima,  Natal, 1980, reedição

O autor foi vigário de Macau entre 1926 a 1933

Preâmbulo

Um esquecimento imperdoável envolve a memória dos mártires de Uruaçú e de Cunhaú.

Quando se fala tanto na conquista holandesa, glorificando-se figuras proeminentes da invasão, e se chega a lamentar que a  nossa nacionalidade não haja sido plasmada pelos flamengos, que transformaram as terras potiguares em campos de ruínas e de morte, os heróis da campanha libertadora continuam encerrados no frio túmulo da indiferença e do olvido.

O Rio Grande do Norte tem o dever de zelar pelo seu passado de glórias, fazendo reviver os feitos memoráveis dos que souberam defende-lo e honrá-lo com sangue generoso.

Escrevendo estas páginas, eu quero assoprar um pouco da poeira que cobre a lembrança daqueles que foram realmente mártires da Pátria e da Igreja e que se tornaram merecedores do culto dos pósteros.

E penso assim prestar a essas figuras de heróis e de santos (sem querer antecipar os altos juízos da Santa Igreja) a homenagem do meu respeito e da minha veneração à memória de tão brava gente.

São José de Mipibu, abril de 1937

Pe. Heroncio

Os holandeses no Rio Grande – 1ª edição

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