De Luiz para Hilda, um neto festejando a avó macauense

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De Luiz Ernesto para sua avó Hilda Paiva, macauense que completou 98 anos em 29 de julho de 2013.

 

Macau, 1947, amigas Hilda Paiva, Anaíde Dantas, Pretinha Paiva e a menina Oneida Paiva

Macau, 1947, amigas Hilda Paiva, Anaíde Dantas, Pretinha Paiva e a menina Oneida Paiva

A tríade harmônica da natureza humana: filha, mãe e avó. A menina sonhadora que aflora sua mente com as cantigas e estórias narradas por seu pai, enquanto na rede se balançava. A filha que perdeu seu berço em tenra idade, tornando-se mulher muito jovem para sobreviver aos infortúnios do destino, e que encontrou a felicidade nos braços afáveis de um cavalheiro e sua prole. A menina já não tão menina, mas mulher, que se torna mãe e não perde o ritmo de sua canção.  A mãe chefe de um lar, de razão ateniense e atuação cretense. A mulher e mãe, educadora e cristã. A mulher que canta princípios inquebrantáveis. A mulher apaixonada por poesia e por sua sala de aula. A mulher admirada e adorada em todos os rincões de sua bela cidade, da qual necessitou sair para cuidar um pouco mais de si, embora não perca a nota ou o compasso dos cânticos de sua Macau.  A avó meiga e dócil, que acolhia seus netos quando estes se sentiam órfãos ante um sistema exigente e psicótico. A avó professora que possui memória admirável. Aquela que declama e atenta aos equívocos linguísticos. Aquela que canta e que dita todas as capitais da divisão geopolítica de sua época estudantil. Aquela que em sua idade mais senil e de debilidade não perde a ternura em sua face.  À filha, irmã, mulher, mãe, educadora, avó, eu desejo um feliz aniversário, saúde e muitos anos de vida!  Vó, amo-te!

Rio de Janeiro, 29 de junho de 2013. Luiz Ernesto Bezerra Guerra

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