Óleo de oiticica e fábrica de sabão em Macau

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Esquina da Rua Padre João Clemente e Lions Clube em Macau. 1980. Arquivo BM

Esquina da Rua Padre João Clemente e Lions Clube em Macau. 1980. Arquivo BM

Na busca por espécies que poderão servir para o biocombustível, fala-se muito na Oiticica. Esta árvore também está na história do Vale do Açu e Macau.  A oiticica [Licania rígida], planta da família Chrysobalanaceae é endêmica na caatinga e na vegetação típica da faixa de transição entre o sertão semiárido do Nordeste e a região Amazônica. A árvore pode chegar até 15 metros de altura e tem a folhagem sempre verde. Ela ocorre desde o Piauí e o Ceará até a Bahia, na caatinga e na mata de cocais, nas várzeas de rios, terrenos altos, carnaubais e babaçuais. Dos frutos são extraídos corantes naturais e biodiesel. É utilizada também para  a fabricação de cosméticos, margarinas, lubrificantes e sabões. Foi justamente desse produto que me falou o advogado macauense Laercio de Medeiros Bezerra. Possuiu na década de 1960/1970 em sociedade com o irmão, o médico Amaury de Medeiros Bezerra, uma fábrica de sabão que utilizava a semente da oiticica na fabricação de sabão. A fábrica estava localizada onde hoje é o Ministério Público na esquina da Rua Padre João Clemente com a rua Lions Club. Adquiriam os frutos do Vale do Açu – São Rafael e Carnaubais, principalmente – que vinham ensacados. OiticicaO processo consistia em descaroçar o fruto, utilizando a semente que era prensada e o óleo usado na fabricação do sabão. As cascas eram usadas como volumoso para o gado.  Doutor Laércio recorda que em Mossoró havia uma fábrica de grande porte que produzia óleo de oiticica. Leia mais sobre a Oiticica em:

http://www.fiec.org.br/portalv2/sites/revista/home.php?st=maisnoticias&conteudo_id=34849&start_date=2010-02-28

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