A Booz-Allen em Macau

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Banco do Brasil em Macau

Banco do Brasil em Macau

Quando na década de 1990, o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso do PSDB  contratou a Booz-Allen para redirecionar a função do Banco do Brasil  na economia brasileira percebi que estava na hora de pedir demissão. Da empresa de fomento e social com programas para a melhoria da produção e da vida da população, transformava-se agora num balcão de vendas cujas metas eram obtidas “convencendo” os clientes com operações casadas. Eu não suportei.

No antigo Banco do Brasil tínhamos o MIPEM, um programa para pequenas e médias empresas com assistência técnica do banco para obtenção de melhor resultado financeiro e social.  As associações comunitárias, como a Associação de Desenvolvimento Comunitário de Barreiras [ADECOB] e a ADECODIL de Diogo Lopes foram criadas visando a inclusão social das pequenas comunidades. O macauense Gustavo Cabral foi o responsável pela implantação desses programas que beneficiaram a região. Recordo ainda os cargos de agrônomo e veterinário que ajudaram o desenvolvimento da agropecuária no nosso país. O Banco do Brasil era uma empresa preocupada com o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Respeitava clientes e funcionários.

Pois bem, o que hoje chamam de “descarnamento” foi o que a Booz-Allen fez também em Macau. Com a crescente diminuição de funcionários, nós, impotentes, ficávamos constrangidos vendo o atendimento piorar cada vez mais. O péssimo atendimento nas grandes e pequenas cidades é resultado dessa ação que trouxe muito sofrimento para funcionários e clientes do Banco do Brasil. Dos quase 50 funcionários, a agência do Banco do Brasil de Macau ficou com 15! As longas filas e o péssimo atendimento é filhote dessa medida. E mais, não há tecnologia no mundo que substitua o bom atendimento pessoal e personalizado. A máquina muda e fria não respeita o cidadão e tecnologia só vale respeitando a cidadania.  

Tudo isso que começou no governo do PSDB,  não foi corrigido até agora pelo governo do PT.  Agora, após denuncia da arapongagem e das maldades, seria interessante que o Banco do Brasil voltasse a ser o banco do fomento com responsabilidade social real e não apenas um banco comercial como os outros, afinal é um banco de economia mista com controle do governo. Isso também deve ser pauta das manifestações de rua nas grandes e pequenas cidades.

De Claudio Guerra para o baú de Macau

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