Karl Marx para todos nos, 1

0

 

via outras palavras.net

Você não foi convidado! via outras palavras.net

A riqueza só aparece como fim em si mesma entre os poucos povos mercantis – monopolistas do comércio de carga – que vivem nos poros do mundo antigo, assim como os judeus na sociedade medieval. Agora, a riqueza é por um lado, coisa, realizada em coisas, em produtos materiais, com os quais o ser humano se defronta como sujeito; por outro lado, como valor, é simples comando sobre trabalho alheio, não para fins de dominação, mas da fruição privada, etc. Em todas as formas, a riqueza aparece em sua figura objetiva, seja como coisa, seja como relação mediada pela coisa, que se situa fora e casualmente ao lado do indivíduo. Desse modo, a antiga visão, em que o ser humano aparece sempre como a finalidade da produção, por estreita que seja sua determinação nacional, religiosa ou política, mostra ser bem superior ao mundo moderno, em que a produção aparece como finalidade do ser humano e a riqueza como finalidade da produção.    Karl Marx, Capitulo do Capital, Segunda seção: o processo de circulação do capital, reprodução e acumulação do capital. In Grundrisse, página 399, Boitempo Editorial, 2011.

Deixe uma resposta