E a Alcanorte será sempre uma farsa?

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Grupo indiano que pretendia comprar a Alcanorte em 2008. Foto: Folha de Macau

Grupo indiano que pretendia comprar a Alcanorte em 2008. Foto: Folha de Macau

No livro Alcanorte, da farsa às cinzas o autor narra as peripécias da empresa para obter o empréstimo do BNDES. A impressão é que a empresa à época só queria mesmo o empréstimo e utilizou vários expedientes visando consegui-lo.

Outra notícia que reforçava a idéia do “jogo de cena” da ALCANORTE girava em torno da contratação de mão-de-obra para a empresa. De acordo com o engenheiro Judas Tadeu Néri, gerente de produção, a ALCANORTE deveria iniciar em julho a seleção de pessoal para a área de produção. Seriam selecionadas 150 pessoas que ao final de um treinamento a cargo do SENAI, 130 seriam contratados. O treinamento teria duração de quatro meses e os treinandos receberiam uma ajuda de custo e dariam prioridade para os residentes na região. Visando a preparação dos testes para a seleção, a empresa teria mantido contato com as Secretarias de Educação do Estado e do Município para conhecer os conteúdos programáticos para servir de base na elaboração dos testes. Tudo dependia da liberação dos recursos do BNDES.

Páginas 87 e 88 do livro Alcanorte, da farsa às cinzas, de  Claudio Guerra,  editado em 2009.

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