Mecanização das salinas em Macau, Rio Grande do Norte

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Desemprego: o trabalhador de Macau conhece o assunto. Máquina colhendo sal, 1964, Companhia Comércio e Navegação, Macau-RN

Desemprego: o trabalhador de Macau conhece o assunto. Máquina colhendo sal, 1964, Companhia Comércio e Navegação, Macau-RN

No O Capital, Karl Marx analisa a introdução da maquinaria no processo produtivo. Ele demonstra que a utilização da maquinaria não encurta o trabalho, mas o prolonga. O que encurta é o trabalho necessário, não o necessário para o capitalista.  Em Macau, a introdução na década de 1960 da maquinaria para a produção do sal [esteiras, colhedeiras etc.], os ajustes nas salinas,  necessários para a introdução das máquinas e a mudança no transporte [barcaças, porto-ilha, etc.] proporcionaram aos donos das salinas – agora grandes empresas —  um ganho substancial, mesmo que a utilização maciça de capital fixo não criar valor.  Alguns aspectos são relevantes para destacar: 

a] o desemprego em massa dos trabalhadores do setor sem que o Estado se preocupasse com seus destinos;

b] o financiamento por meio de Bancos estatais às empresas salineiras que promoveram as modificações na produção, diluindo as despesas a longo prazo;

c] a diminuição do preço do sal que refletiu diretamente no custo dos produtos da indústria química e de alimentos, contribuindo para a diminuição do custo do trabalhador.  

De Claudio Guerra para o baú de Macau

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