O maior de todos os serviços, por Fátima Figueiredo

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Professores de Macau em 7 de setembro de 2013. Exemplo de cidadania

Professores de Macau em 7 de setembro de 2013. Exemplo de cidadania

Quantas vezes você já fez a pergunta: O que é mesmo ser um MESTRE? Porque alguém escolhe servir ao invés de ser servido? Porque o PROFESSOR não é bem remunerado como nas outras profissões? O que falta para que essa categoria seja reconhecida como uma carreira bem sucedida? Bem, vamos pensar um pouco voltando para alguns exemplos do passado.

Enquanto muitos procuram uma ocupação lucrativa, os que buscam o magistério se realizam em ensinar desde crianças a adultos a se conduzirem nos caminhos das letras e interpretações de textos dos mais simples aos científicos, da matemática à filosofia, anatomia, biologia e tantas outras disciplinas cheias do conhecimento necessário à vida prática. É somente ele, o MESTRE quem faz esse serviço. Existem mestres dedicados que mais parecem pais e mães – os que se preocupam com o ensino e também com quem o aprende. Não vamos falar daqueles que são maus exemplos, porque não nos interessa. Aqui vamos falar apenas dos bons exemplos e dos ensinamentos proveitosos.

Quando atuava no Seu ministério Jesus de Nazaré era chamado e reconhecido por todos como o MESTRE. O Mestre disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos (Mc 9:35b); Cora Coralina escreveu: Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina; Paulo Freire afirma: Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. E se desejássemos falar do que se diz a respeito de professores bons e professores medíocres, teríamos tantas frases e pensamentos que não acabariam mais. O importante no momento é refletir na posição daqueles que dão ou deram trinta anos em sala de aula sem nunca receber sequer um elogio pela sua boa atuação nem abono pelo seu esforço em nunca terminar seu trabalho quando termina o expediente na Escola – os professores sempre levam o dever de casa para fazer depois do jantar ou quando roubam um tempo entre as atividades domésticas e a hora de regressar às aulas.

Pensar o professor é pensar no artista. Aquele que tem a arte da didática na alma detém o conhecimento para transmitir imagens que ficam na memória de quem ouve e leva consigo ensinamentos para toda vida, guardando no coração importantes memórias que lhe serão úteis para sempre. Isso é o que torna essa simples profissão tão admirável. A arte de servir bem a quem não se conhece sem discriminação de raça, crença, ou seja o que for. Todas as pessoas já passaram pelas mãos de um professor. Os médicos, filósofos, sociólogos, presidentes, gestores, empresários, ninguém deixou de assistir a uma aula de algum ou alguns deles. Equivale dizer que a simplicidade de um MESTRE tem a sua relevância no cotidiano das pessoas.

Um MUITO OBRIGADO aos PROFESSORES, aos MESTRES, aos que conduzem outros pela estrada da vida à procura do viver bem.

Fátima Figueiredo

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