Comunistas em Macau na década de 1950: Doutor Vulpiano e Zé de Damiana

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Zé de Damiana: memória e história

Zé de Damiana: memória e história

Na ultima terça-feira, quando Zé de Damiana tomou o taxi junto com o amigo Izan Lucena depois de quase duas horas de conversa aqui no baú de Macau no Barro Vermelho, eu olhei  com o pensamento que aquele homem viveria mais 100 anos tal a sua vitalidade que pouco mudara desde que o conhecera em Macau em 2010. José Ribamar dos Santos vai completar 99 anos neste ano. Conhecido como Zé de Damiana ele luta até hoje para a construção de um mundo melhor.  Sem saber que estava vivo, contei no romance Ninguém para a Coréia publicado em 2008, um episódio da sua luta em Macau na década de 1950.

O ex-deputado Floriano Bezerra, outro grande homem da história da luta por um mundo melhor escreveu sobre estes patriotas no seu livro de memórias Minhas Tamataranas – linhas amarelas, lançado em 2009 aqui em Natal.

Para Marx, a história é a história de luta de classes. Definitivamente, na minha análise, é!

Zé de Damiana contou-me  que naquela Macau dos cinquenta de sal, sol, vento, trabalhadores e miséria, muita miséria a decretação da ilegalidade do Partido Comunista não arrefeceu os ânimos dos militantes e Doutor Vulpiano Cavalcanti [1911/1988] ia para Macau levar a luta política para estivadores e salineiros e como médico atendia gratuitamente o povo de Macau que formava uma longa fila na pensão onde ele se hospedava.  

O episódio que Zé de Damiana narra nesta entrevista deu-se pelos anos 50 e quem pedia o socorro médico era um cidadão que havia denunciado à polícia de Macau a presença do Doutor Vulpiano e Zé de Damiana numa reunião com os trabalhadores.  Solidariedade é a palavra que define Doutor Vulpiano e Zé de Damiana.

Claudio Guerra para o baú de Macau. Natal[RN], 15 de outubro de 2013.

Veja a entrevista: http://youtu.be/a8pj9miOrhQ

 

 

 

 

 

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