Das salinas do Rio Grande do Norte na obra de Dioclécio Duarte O Sal na economia do Brasil

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Salinas de Macau, década 1940, E. Vale, Arq. Hilma Coutinho

Salinas de Macau, década 1940, E. Vale, Arq. Hilma Coutinho

Da obra O Sal na economia do Brasil de Dioclécio D. Duarte publicado em 1942 pela Editora Alba do Rio de Janeiro, reproduzimos um trecho da página 67 sobre a produção do sal no Estado.

O Rio Grande do Norte possue atualmente 95 salinas situadas em duas zonas distintas. A de menor significação é a do agreste [sul do Estado], constituída pelos municípios de Natal e Canguaretama, cuja produção é, em média, de 16.000 toneladas anuais e o seu comércio está condicionado aos meios naturais de transporte que são as estradas de ferro “Great Western” e “Central do Rio Grande do Norte”, distribuindo pra o interior do próprio Estado e dos de Paraíba e Pernambuco. Não concorre por isso, nos outros centros consumidores, cujos negócios se fazem por via marítima. A outra zona, localizada ao norte do Estado, é constituída pelos municípios de Macau, Assú, Areia Branca, Mossoró e Baixa Verde, servidas pelos portos de Macau e Areia Branca.

Salinas de Macau, década 1940, E. Vale, arquivo Hilma Coutinho

Salinas de Macau, década 1940, E. Vale, arquivo Hilma Coutinho

 

Para a indústria extrativa do sal, nenhuma região do planeta apresenta melhores condições: temperatura elevada, ventos constantes, amplitude normal das marés, ausência quase absoluta de chuvas durante seis meses no ano, ausência ainda de vertentes de água doce nas encostas dos vales.

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