O corredor: uma poesia de Nair Damasceno

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O CORREDOR

 

Abri a porta, um corredor estreito

Cheiro de mofo e paredes tortas,

Piso ondulado, cheio de defeitos,

Ambos os lados centenas de portas.

 

 

Sem título, Cagê, 2009

Sem título, Cagê, 2009

 

 

 

Como encontrar então a porta certa?

Possessa em medo de encontrar Quimera

Busquei em vão alguma porta aberta,

Pedi aos céus o olho de Tandera.

 

 

 

 

Foi como um rio que abandona seu leito

E corre lento em busca de um caminho

Regando ervas daninhas com carinho,

 

Eu fui abrindo as portas do meu jeito.

…Hoje retorno qual ave sem ninho

Para o escuro corredor estreito.

                                                                      

                                                         Nair Damasceno [ndapaiva@yahoo.com.br]

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