Impressões Digitais – Escritores Potiguares Contemporâneos Volume I de Thiago Gonzaga

0

Impressões Digitais – Escritores Potiguares Contemporâneos Volume I de Thiago Gonzaga

Da orelha do livro de Hildeberto Barbosa Filho

Organizar é preciso! [excerto]

(…) Agrada-me, assim, o esforço de pesquisa do jovem potiguar Thiago Gonzaga, atento aos processos literários e aos percursos institucionais que enformam o substrato da literatura no Rio Grande do Norte. Sem se apegar ao espírito de negação tão comum no intercâmbio ou na interação entre novas e velhas gerações, algo que, segundo Ortega y Gasset, parece irresolúvel na cristalização dos movimentos artísticos. Thiago procura a saída acadêmica, o dispositivo exploratório da pesquisa, tentando organizar – esta é a palavra chave – a dinâmica das vozes literárias que alicerçam os caminhos da tradição, e não importa se a tradição do mesmo ou se a tradição da ruptura, como diria Octávio Paz, na geografia simbólica e cultural do Rio Grande do Norte. (…)

O livro reúne entrevistas de autores nascidos ou não no Rio Grande do Norte e que de alguma forma contribuem para — como diz o autor  — formação e crescimento da Cultura e Literatura no Estado.

O macauense por opção, poeta Alfredo Neves mineiro de Teófilo Otoni [MG] está no livro — páginas 285 a 292 onde fala da sua formação literária e da sua poesia. Em resposta à pergunta E seu primeiro livro publicado em 1988, A Marcha do Homem?  Fale-nos um pouco do seu trabalho de estreia. Disse Alfredo Neves:   – Influenciado pelos movimentos políticos estudantis e partidários o meu trabalho de estreia foi todo repleto de poemas panfletários, cáusticos e libertários. Foi muito legal, de Alfredo Neves político e rebelde, passei a ser chamado de Alfredo Neves, o sensível aos sentimentos das lutas sociais através da literatura, da poesia. Fiquei mais “sociável”.

Deixe uma resposta