O caso Silvio Sardinha: crença na Justiça e na Esperança

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O caso Silvio Sardinha

Por Marcos Dionísio Medeiros Caldas do  Conselho Estadual de Direitos Humanos/Cidadania

 

Diogo Lopes, 2010, J.R.Guerra

Diogo Lopes, 2010, J.R.Guerra

Agradecer a J. Lourenço , Rádio FM 94.9 de Macau, pelo espaço para tratar do caso do Pescador Silvio Sardinha que foi assassinado a 21 de Outubro de 2012 em Diogo Lopes, Macau.

 Mesmo com o acusado tendo deixado o celular no bar onde cometeu o crime, só foi possível a sua prisão e o esclarecimento do crime, após o acusado ser preso depois de fazer uma refém ao final de um assalto numa academia de Ginástica em Parnamirim já a 21 de Fevereiro.

 Sílvio Sardinha foi colaborador da Comissão de Justiça e Paz de Macau, trabalhou junto com Pe. Antônio Murilo de Paiva, atuava entre pescadores na colônia e na cooperativa, em atividades da igreja católica e comunitárias e cursava Recursos Pesqueiros no IFRN de Macau. Era também um poeta de cordel que foi calado pela violência.

 Em Setembro, por ocasião de evento esportivo naquele local paradisíaco, pensa-se em lhe fazer uma homenagem pelo papel que jogava na organização dos eventos esportivos e comunitários de Diogo Lopes.

 A elucidação do assassinato de Sílvio, só foi possível graças a existência do facebook e da televisão que permitiram diálogos entre desconhecidos remotamente e a confiança que os delegados Antonio Pinto e Delmontier  tiveram em investigar dados que lhe foram repassados.

 Apesar de já se aproximar do aniversário de um ano do seu assassinato e da identificação do autor, cúmplices e mandante, rogamos que o caso tenha o trâmite processual agilizado para pacificação da comunidade de Diogo Lopes, para aplacar a dor da família e de amigos e o fortalecimento da crença na Justiça e na Esperança.

 O caso do assassinato de Sílvio Sardinha será tratado como um caso emblemático pelo Centro de Referência em Direitos Humanos/RN que é uma parceria da UFRN com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República.

 Como nos afirmava José Saramago em sua magistral obra Ensaio sobre a Cegueira, “se a vítima não tivesse um poder sobre o verdugo, então não haveria Justiça”.

 Mas a vítima tem esse poder, tem voz e há Justiça e esperança para a superação da Impunidade.

 Marcos Dionisio Medeiros Caldas do  Conselho Estadual de Direitos Humanos/Cidadania

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