Cidadãos off-line e o Lixão do Maruim de Macau

Obra: Cidadãos off-line e o Lixão do Maruim – A via crucis do cidadão comum em busca da efetivação do Direito; A recém criada editora O baú de Macau – Editora e Artes lançou neste mês de junho o meu livro “Cidadãos off line e o Lixão do Maruim de Macau”. O livro aborda a Ação Popular nº 140/2000 impetrada em 25/11/2000 pelo cidadão macauense João Eudes Gomes contra a Prefeitura Municipal de Macau, solicitando a retirada do lixão da comunidade do Maruim, a recuperação de toda a área degradada e a construção de um aterro sanitário fora do perímetro urbano. A sentença foi prolatada em 10/11/2005 pelo juiz Marcus Vinicius Pereira Junior, que julgou procedente em parte o pedido autoral, determinando “que o município de Macau recupere toda a área ambiental em volta do antigo Lixão do Maruim, bem como dentro do próprio lixão e, para tanto, deve: A] Apresentar em 30 dias, projeto de recuperação da área ambiental degradada, inclusive dos arredores do antigo lixão do Maruim, mostrada nas fotografias de fls. 895 e 918; B] Realizar, em 60 [sessenta] dias, limpeza em volta do antigo Lixão do Maruim, retirando inclusive, todas as pocilgas existentes na área, mostradas nas fotografias 19 [fl.904]; 21 [fl.905]; 43 e 44 [fl.916]; C] Após a retirada das pocilgas e limpeza do local, manter constante fiscalização na área, impedindo que outras pocilgas sejam construídas, bem como que lixo seja depositado por terceiros; D] Realizar constante limpeza no local.” Até agora, as determinações da Justiça de Macau não foram integralmente cumpridas, o que vem provocando danos ao meio ambiente. Eu espero que os milhões dos royalties do petróleo que a Prefeitura recebe mensalmente também sirvam para resolver este problema em definitivo, ou seja, que a sentença seja cumprida na totalidade. A natureza em Macau, uma das mais belas do mundo, não pode continuar sendo estropiada pela ação destruidora do homem, pela falta de ação da Prefeitura e pela omissão da Câmara de Vereadores. Temos aqui um problema fácil de resolver. É só ter vontade. Claudio Guerra/ junho de 2010.

Orelha do livro Cidadãos off-line e o Lixão do Maruim de Macau Em que pese os tímidos avanços sociais ocorridos durante a última década no Rio Grande do Norte, tímidos, mas avanços, o Estado continua sendo um dos piores do país na distancia entre os que têm muito e os que não têm nada. Existe um muro da largura daquele da Fortaleza dos Reis Magos para transpor. É difícil. É uma elite perversa que desde sempre carrega o troféu da pior apartação social, mantendo uma população miserável contida nos rincões do sertão, nas pequenas cidades e mais recentemente nos lúgubres conjuntos habitacionais que invadem a região metropolitana, onde essa elite vai purgar seus pecados, distribuindo feirinhas, sapatos e roupas para aqueles que precisam mesmo é de cidadania. É vigiar e punir. Não é por acaso que a polícia militar é considerada despreparada e violenta. As igrejas também se curvam. Há interesses. Ainda é comum ouvir o… Você sabe com quem está falando? Cooptação. Aos jornalistas os restos de suas mesas em troca da divulgação de insignificâncias. Afinal é preciso estar na mídia. É farta a distribuição e troca de medalhinhas e condecorações. Há parlamentares com o peito forrado delas. O Judiciário e o Ministério Público são adulados até o extremo da sabujice. É um servilismo sem fim. A troca de favores chega às raias do fantástico. Um grande número de cargos comissionados completa um cenário travado para o avanço da cidadania. É uma feira de maldades. Não há respeito pelo voto do cidadão. Negociam-se os votos de regiões inteiras. De vez em quando chutam a canela uns dos outros. É o máximo que fazem, pois não são inimigos, e por isso mantêm-se no poder. Siglas partidárias são siglas partidárias e ponto final. Discutem apenas a divisão dos votos. Dá para todos, ou quase dá. Depois é Rio, Paris e Miami. E enquanto isso pelo menos uma dezena de jovens são assassinados a cada fim de semana na região metropolitana de Natal e ninguém diz nada! Fica tudo atribuído ao tráfico de drogas. Os jovens e suas famílias são assassinados mais de uma vez! A Constituição de 1988, cidadã, como sempre afirmou o deputado Ulisses Guimarães, patina nas terras potiguares. É uma elite que não vive sem a senzala e uma classe média ávida para também ocupar a Casa-Grande. Nesse quadro não é difícil entender como uma Ação Popular que pede tão somente a retirada de um lixão da frente das casas das pessoas permaneça sem solução, passados 10 anos e ninguém é punido por isso!  [Claudio Guerra, março de 2010].

Macau de novo na mídia nacional. A revista Caros Amigos [ edição 164,  dezembro/2010] , de São Paulo e distribuída para todo o Brasil, novamente fala sobre Macau. Desta vez com o comentário do jornalista Renato Pompeu, na sua página Idéias de Botequim, comentando o livro do escritor Claudio Guerra, Cidadãos Off-line e o Lixão do Maruim de Macau. A outra matéria foi sobre o livro Alcanorte, da farsa às cinzas na edição de junho/2009, nr. 147.

Ouça a entrevista da Rádio Justiça do Supremo Tribunal Federal com o magistrado Marcus Vinícius Pereira Junior e o escritor Claudio Guerra sobre o processo e o livro. Acesse: www.radiojustica.jus.br, após acessar a página clicar em programas, depois Sua Excelência o juiz, depois Ouça agora e ir até a data 8/9/2010.

Lixão do Maruim – Radio Justiça entrevista

 

 

 

 

Ainda o lixão do Maruim de Macau [Jornal de Hoje, julho de 2014]