Marxismo e meio ambiente

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O mar sobre Camapum. Macau, 2011. Getúlio Moura

O mar sobre Camapum. Macau, 2011. Getúlio Moura

O capitalismo hoje é super-extração e destruição acelerada de forças produtivas. O ritmo é cada vez mais intenso para atender sua necessidade de reprodução, extração da mais valia e realização do lucro. O planeta não aguenta e a natureza responde com violência proporcional.  Ocupação de encostas, cultivos até a margem dos córregos, barragens inundando grandes áreas de vegetação, manguezais destruídos para explorações comerciais diversas e tudo isso sem um estudo prévio para saber qual o impacto no meio ambiente de tais intervenções.  E então para a felicidade de alguns que lucram muito, sofre toda a sociedade com grandes prejuízos materiais e morais.  

Os que pretendem conhecer um pouco mais da evolução do homem na terra leiam  Sobre o papel do trabalho na transformação do macaco em homem, de Friedrich Engels escrito em 1888.  Engels alerta que o trabalho não é apenas a fonte de toda riqueza como afirmam os economistas, mas diz ele, é a condição básica e fundamental de toda a vida humana.  É o trabalho que nos diferencia dos outros animais, pois nós humanos, com o trabalho dominamos a natureza e a colocamos para nos servir, completa Engels.  Mas, alerta-nos “que nós, por nossa carne, nosso sangue e nosso cérebro, pertencemos à natureza,… E quanto mais isso seja uma realidade mais os homens sentirão e compreenderão sua unidade com a natureza, e mais inconcebível será essa idéia absurda e antinatural da antítese entre o espírito e a matéria, o homem e a natureza, a alma e o corpo,”

De Claudio Guerra para o baú de Macau.

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