Empregabilidade e barbárie

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Portugal e o desemprego

Portugal e o desemprego

No Brasil, em todo aquele reboliço dos meados dos anos de 1990 quando o  PDV – Programa de Demissão Voluntária foi aplicado nos empregados das estatais e do serviço público, surgiu uma palavra que até hoje inferniza a vida das pessoas: a empregabilidade.

A derrocada dos países socialistas [a burguesia precisou de 300 anos para impor-se como classe dominante] apontou para o fim da disputa entre capitalismo e socialismo. Com o fim da polarização e sem precisar provar mais nada a ninguém, a burguesia atacou. As primeiras vítimas foram os trabalhadores europeus que perderam os empregos e o sempre elogiado Estado de Bem Estar Social. Nos Estados Unidos a Suprema Corte determinou que corporações tivessem os mesmos direitos dos cidadãos [Você já viu uma corporação pinotando?]. No resto do mundo, a burguesia foi separando o Estado da economia: Agencias Nacionais, Banco Central independente e etc. Para reforçar o seu mando judicializa questões políticas.

Então, com essa bola toda escancaram aquilo que é próprio do sistema capitalista: a inevitabilidade do desemprego. A chamada empregabilidade tenta justificar o exercito de reserva que deve ser grande, faminto, disponível e bem preparado. É a lei da oferta e procura. A divisa capitalista é: para o inferno com a estabilidade no emprego! Na Europa e nos Estados Unidos são milhares de jovens com grande preparação profissional [mestrado e doutorado] que não conseguem emprego, pois estes não existem e nem existirão.  

Por enquanto, no Brasil, as coisas estão um pouco diferente para melhor, mas pode piorar.

De Claudio Guerra para o baú de Macau