Assaltos a Bancos

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Distribuição de feiras para a população pobre sempre foi uma prática dos políticos do Rio Grande do Norte

Feirinhas para quem precisa de dignidade! Distribuição de feiras para a população pobre sempre foi uma prática dos políticos do Rio Grande do Norte

Multiplicam-se as notícias sobre assaltos a Bancos tanto no Rio Grande do Norte como no resto do Brasil. Sobre o assunto transcrevo — com a grafia da época —  o Relatório da Agência do Banco do Brasil de Mossoró, Rio Grande do Norte referente ao 1º Semestre de 1927. Nessa época as gerencias do Banco elaboravam circunstanciado relatório sobre a conjuntura social, política e econômica da região para a direção geral do Banco, no Rio de Janeiro.

Em Macau, aqui no Rio Grande do Norte um assalto destes que estão chegando no sul e sudeste do país  ocorreu em 2002 e por essa época percebi que tudo o que dissesse sobre o assunto estaria velho, muito velho. 

Vejam o que diz um trecho do relatório: “BANDITISMO – É inacreditável existirem ainda no século em que vivemos, com o avanço permanente da civilisação, no vasto interior dos sertões nordestinos, bandos armados que roubam, depredam, martyrisam, matam e deshonram. … investem contra cidades, villas e povoados. Esses assaltos que cada vez se tornam mais audaciosos e repetidos, haja visto o desta cidade, …, em 13 de junho do anno corrente.

                O grupo era composto de cerca de 30 homens, montados e armados com fusil mauser, bem municiados, chefiado pelo perigosíssimo facínora…

O cangaceirismo é uma fonte de receita de conhecidos ‘coronéis’ do sertão. Contam também esses bandos de scelerados com a protecção de alguns officiaes das milícias, commandantes de columnas volantes que aparentemente os perseguem, em troca de ‘gordas’ gorgetas.

Si medidas severas e radicaes não forem, a tempo, tomadas, na  repressão ao banditismo, este tende a se alastrar  cada vez mais sendo imprevisível  até que ponto chegará. …

Por todos os motivos, de ordem moral, financeira e econômica, esses factos deprimentes e ruinosos para a Nação não devem nem pode continuar. Urge que o Governo Federal, reconhecendo a impotência ou a indiferença dos Governos Estaduaes, tome medidas enérgicas.”

Caro leitor do baú de Macau, nesses 87 anos nosso país se modernizou para poder manter tudo velho, a fome, a miséria, a apartação social. No nosso Rio Grande do Norte as coisas foram até piores, o Estado é hoje o campeão nacional da desigualdade social no país com a maior desigualdade do mundo. Aqui, só as oligarquias se renovam para continuar mandando e mantendo tudo velho, inclusive o banditismo.

De Claudio Guerra para o baú de Macau