A Casa é Branca, nos Estados Unidos e em boa parte do mundo

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Ciudad del Leste, Paraguai quando ainda era Porto Stronesner. 1974 Foto: Claudio Guerra

Ciudad del Leste, Paraguai quando ainda era Porto Stronesner. 1974 Foto: Claudio Guerra

O primeiro preconceito é o de classe. A afirmação não se contrapõe ao fato que tenhamos, no Brasil, um Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial. É terrível pensar que há pouco mais de 100 anos um homem era dono da vida do seu semelhante. A burguesia é amistosa com aquela parcela da classe média que ambiciona chegar à casa grande. Para elas, os inimigos são os trabalhadores. A classe média, em especial, tem pavor de lavar louça.

Eu não vejo fronteiras nacionais e nem qualquer outra e as minhas divisas são, a de Karl Marx, de cada um segundo a sua capacidade para cada um segundo a sua necessidade e mesmo não sendo cristão, o abraça o teu irmão, atribuído ao cristianismo. Não somos iguais e vida com dignidade para todos, deve ser buscada pelos humanos que dominaram o mundo com seu telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor.

O capitalismo consolidado em especulação e ganancia para chegar ao lucro avançou e mostra mais claramente que a divisão é entre ricos e pobres [cada vez menor o número de ricos e cada vez maior o número de pobres].  A classe média segue sufocada, na Europa,  por exemplo, não há mais o espelho oriental a mostrar os avanços do socialismo.  O mundo do capital está padronizado: há mendigos, assaltos e consumo de banalidades em Nova Iorque, em São Paulo e em Macau, aqui no Rio Grande do Norte.

Para a burguesia e a parte da classe média que ambiciona chegar à casa grande, os pobres são pessoas sem caráter e propensas à bandidagem. São mal agradecidos e preguiçosos e tendentes a pegar o dinheiro do Bolsa Família e comprar todo em cachaça.  Para muitos deles, a empregada doméstica e o porteiro do prédio não deveriam tem carro próprio, viajar para Miami ou vestir uma camisa da Lacoste, aquela do jacaré faminto.  

Recentemente, John Kasich, governador republicano de Ohio [EUA] escancarou o que se passa no país do Tio Sam: Me preocupa o fato de que, aparentemente, está sendo travada uma guerra contra os pobres. Ou seja, que se você é pobre é porque, de alguma maneira, você é um incompetente e um vagabundo, disse para seus pares do Partido Republicano, onde sempre foi da ala conservadora.

De Claudio Guerra para o baú de Macau