A vela: uma poesia de Nair Damasceno

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A vela 

 

Oratório de Hilda Paiva 2014 Claudio Guerra

Oratório de Hilda Paiva 2014 Claudio Guerra

 

 

A chama da vela

pequenina

algumas vezes ilumina,

outras vezes, sentinela.

 

Parada, amarela,

na dor do velório,

na igreja, na capela,

no oratório,

em silêncio brilha,

vela.

 

Quando frenética,

É amarelo-avermelhada

sem forma ou estética,

é chama da alegria,

sorrisos, esperança,

momentos de felicidade.

Desajeitada dança

e a qualquer momento

em sua fragilidade

pode apagar com o vento

antes do tempo

deixando apenas saudade.

                                                 Nair Damasceno [ndapaiva@yahoo.com.br]