50 anos do golpe de feriu a nação: marinheiros

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Rio, março de 1964. Assembléia dos Marinheiros no Sindicato dos Metalúrgicos

Rio, março de 1964. Assembléia dos Marinheiros no Sindicato dos Metalúrgicos

Um dos episódios mais marcantes da nossa historia e esquecido pela historiografia foi o dia 27 de março de 1964 no Rio de Janeiro.  No romance Marinheiro só, publicado em 2011, descrevi assim:

Os acontecimentos dos dias 25, 26 e 27 de março de 1964 no Sindicato dos Metalúrgicos  foram talvez os mais intenso nas vidas daquelas pessoas que participavam da assembleia dos marinheiros. Durante muito tempo o cabo marinheiro José Manoel iria contar o episódio dos discursos, do hino nacional e dos fuzileiros navais abandonando as armas e se unindo a eles entre choros convulsivos de alegria, medo e incerteza. Tudo foi muito intenso. … Os marinheiros lutavam por direitos bem definidos: o direito de votar e ser votado; o direito de casar, o direito de vestir à paisana, o direito de estudar, … Enfim lutavam por melhores condições de vida, lutavam por dignidade.

Exaustão, foram 3 dias de agonia e incerteza

Exaustão, foram 3 dias de agonia e incerteza

Os marinheiros estavam embalados pela conjuntura favorável da grande mobilização popular que no dia 13 de março demonstrara força excepcional na concentração da Central do Brasil, onde as lideranças políticas, sindicais e estudantis afinaram o discurso em favor das reformas de base: agrária, bancária, universitária, administrativa e eleitoral, cujo ato culminou com um emblemático discurso do presidente João Goulart. [páginas 52 a 54]

A ditadura que tomou o poder pela força das armas em 1 de abril de 1964 apostando no derramamento de sangue infelicitou o Brasil por muitos anos. Estavam a mando dos Estados Unidos e das demais burguesias que não aceitavam um Brasil independente.

As fotos são da revista O Cruzeiro de 18 de abril de 1964.

De Claudio Guerra para o baú de Macau