Sobre revistas: O Cruzeiro e Veja

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o cruzeiro e a vejaNa minha mesa as duas revistas. Não, não vou falar como as revistas cruzaram na minha mesa nesta noite de lua cheia de abril de 2014.

A revista O Cruzeiro é de 18 de abril de 1964, número 28 e preço de capa CR$200,00.  Tem 26 por 33 centímetros, 130 páginas, 52 com propagandas. O Brasil tinha 82 milhões de habitantes.

A revista Veja é de 9 de abril de 2014, edição 2368 e preço de capa R$10,90.Tem 20 por 26 centímetros,  122 páginas, 52 com propaganda.  O Brasil tem 202 milhões de habitantes.

No conteúdo as revistas são bem iguais.

N’O Cruzeiro, a matéria principal é A crise militar em fotos. O golpe fora dado no dia 1 de abril de 1964 a pretexto das “idéias comunistas” do governo João Goulart e agora buscavam desesperadamente, de norte a sul do Brasil as provas que o país estava à beira do comunismo. Comemoravam o golpe contra um Presidente eleito democraticamente e que pesquisa daquele ano mostrava a grande aceitação do governo pelo povo.

Na Veja, a matéria principal é Como o PT está afundando a Petrobras. O golpe não foi dado, mas há muito – os mesmos de 1964 — buscam também desesperadamente, de norte a sul do Brasil as provas para justificar um golpe, mesmo com as pesquisas comprovando a grande aceitação pelo povo do governo Dilma Rousseff.

Resta saber se existem frotas à espreita.

De mais, na comparação entre as revistas percebi que em fevereiro de 1964 o salário mínimo do meu pai de CR$42.000,00 compraria 210 revistas O Cruzeiro e hoje, o meu salário mínimo de R$724,00 compra 66 revistas Veja.

 

De Claudio Guerra para o baú de Macau