Atitudes infames

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O lixão quase dentro das casas em Macau

O lixão quase dentro das casas em Macau

Eles não queriam o fim do lixão do Maruim de Macau, um grande propagador de doenças para toda a cidade. “O povo doente procura mais o prefeito e os vereadores. É nossa moeda de troca”, falavam sem nenhum pudor. É lamentável que tivessem este pensamento canalha de manter os locais disseminadores de doenças para conseguir moeda de troca nas eleições.

Em Macau, dois locais nos preocupavam: o lixão do Maruim e a vala no Porto do Roçado que recebia a água podre do lixão do Maruim.

O lixão do Maruim propagava suas doenças para toda a cidade e diretamente para a população dos bairros do Maruim e do Valadão.

No Porto do Roçado, um absurdo: na década de 1980 a prefeitura construiu dezenas de casas sem banheiro e sanitário. Desde então as coisas não melhoraram e não fosse a ação do cidadão João Eudes Gomes liderando a interposição de Ações Judiciais contra a prefeitura de Macau as coisas seriam piores ainda.

No caso da vala do Porto do Roçado, a Ação Judicial resultou na construção das galerias pluviais em todo o perímetro residencial, o que segundo o médico Wilson Roberto agora em 2014: Essa obra evitou que centenas de crianças daquele bairro e do resto da cidade contraíssem doenças.

À época [2007] a prefeitura contestou a Ação Popular alegando que o problema era antigo, secular – disse o advogado da prefeitura; depois, que não tinha dinheiro — no momento que gastava R$4 milhões no carnaval. A prefeitura foi obrigada a fazer os melhoramentos na região e não fosse a Ação Popular e a compreensão do Ministério Público e da Justiça de Macau, a prefeitura não teria realizado a canalização da vala.

Este é o exemplo de Macau, uma pequenina cidade do nordeste do Brasil, mas o problema existe em maior ou menor proporção no resto do Brasil onde prefeitos e vereadores esmeram-se nas atitudes canalhas.

De Claudio Guerra para o baú de Macau.