Episódios da escravidão: Macau, um porto escravista

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Rio Assu em Macau, Rio Grande do Norte, 1950

Porto no rio Assu em Macau, Rio Grande do Norte, 1950

Na entrevista do Professor Augusto Buonicore com o também Professor João Quartim de Morais, este fala como os escravagistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais buscavam burlar a legislação antiescravista da época [Século XIX]. Afirmou o professor João Quartim de Moraes que: … . A diferenciação gerada, em meados do século XIX – entre os que mantinham relações escravistas de produção e os que tinham gradualmente introduzido em suas plantações modalidades do trabalho dito “livre” (a mais importante foi o colonato) – acelerou-se quando Sua Majestade Britânica houve por bem proibir o tráfico de escravos pelo Atlântico, que já não mais interessava aos ingleses. A consequência imediata foi o forte incremento da compra e revenda, por negociantes, de escravos provindos das zonas economicamente decadentes do Nordeste. Em 1871, entretanto, ao promulgar a lei dita do Ventre Livre, cortando assim o futuro deste sórdido comércio de carne humana, o poder imperial deu satisfação parcial ao movimento abolicionista e aliviou a pressão britânica, mas se indispôs com os donos de escravos, que ainda eram em boa medida donos do país. O Exército se tornara antiescravista a partir da Guerra do Paraguai.

A entrevista, importante para conhecermos o papel das Forças Armadas brasileiras em muitos episódios da nossa história, em especial os militares de esquerda , pode ser lida acessando:

http://www.vermelho.org.br/noticia/246882-1