Fundos abutres: enfim é o capitalismo!

0

 

Do alto, Dona Zelite nos espreita.

Do alto, a nos espreitar.

 Sinal dos tempos. Recebo convite de uma empresa que me oferece um produto ímpar. Convidam-me para um curso onde irei aprender a aplicar o meu dinheiro  – que supostamente estaria sobrando — na compra de títulos do governo. Declinei,  pois não tenho o dinheiro e penso que eles foram ludibriados por algum cadastro virtual que me enquadrou como “homem de posses”.

Assisto a entrevista com o ministro da Economia do Brasil, o Guido Mantega que fala num tom de ressentimento afirmando que os bancos privados não querem aplicar na produção para que o Brasil cresça, gere empregos e rendas e os juros baixem com a lei da oferta e da procura. “Eles só querem comprar títulos do governo”, diz ressentido. É vero. Os empréstimos ao comércio, à indústria e à agropecuária exigem  análise do crédito, garantias, viabilidade do negócio, enfim uma grande logística empregada em  analisar se emprestam ou não o dinheiro e mesmo assim, o receio de não receber o dinheiro de volta.  Afinal, no capitalismo todo o capital é de risco.

Estamos agora na fase parasitária do capitalismo, no reinado dos chamados fundos abutres. É o mundo da especulação do capitalismo chamado liberal –  o neoliberalismo –  cuja  lógica é comprar e vender papéis. Especular  sem produzir um cibazol,  como se diz em Macau para as insignificâncias.

De Claudio Guerra para o baú de Macau