Futebol, esperteza e ética

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Década 1950, Campo o Cruzeiro, Quando havia ética também no futebol.

Década 1950, Campo do Cruzeiro, Quando havia ética também no futebol.

Quando logo no começo do fatídico  jogo Brasil 1 e Alemanha 7 agora pelo Copa do Mundo,  o  jogador da Alemanha Boateng deu um “batido”  – como se diz em Macau —  num jogador do Brasil, percebi  que as coisas não estavam boas para nós brasileiros, pois estávamos levando, com razão, um batido no começo do jogo. O atacante brasileiro jogou-se escandalosamente na área alemã numa disputa de bola com Boateng. O juiz da partida ignorou o fato economizando o cartão amarelo. Foi mal. Eu ainda tenho na memória a imagem do Rivaldo fingindo ter levado uma garrafada na cabeça num outro jogo da seleção. Foi muito mal. Hoje com as câmeras instaladas em todo o campo e reproduzindo instantaneamente os lances mais complicados não dá mais para fingir. É jogar bem ou jogar bem, não há escapatória.

Ao recordar a tentativa da  esperteza dos jogadores brasileiros, lembrei-me de um político daqui do nosso Rio Grande do Norte que disse  “feio é perder” justificando a sua falta de ética, aliás, ética está quase desaparecendo deste nosso  mundo.

De Claudio Guerra para o baú de Macau.