Jornal de Macau 1993 A Ilha do Guaxinim

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Ilha do Guaxinim JM julho 1993

Registros do Guaxinim: Nos contata um macauense que busca informações sobre sua terra natal. Ele é Geová, filho de Antonio Painha e neto de Luis de França.

O que restou da comunidade da Ilha do Guaxinim

O belo texto da jornalista Regina Barros numa reportagem sobre o Maruim no Jornal de Macau, ano I, nº 1, julho de 1993, registra sobre o GuaxinimCumprindo uma espécie de sina das ilhas que cercam Macau, há anos o Guaxinim, pequeno povoado situado a noroeste da Ilha de Santana, também perdeu a briga para com a natureza. O insensível mar tomou conta do lugarejo e suas ruas viraram rio e suas casas foram em lama transformadas. Do lugar, depois de batizado de Bela Vista pelo Monsenhor Honório, restaram apenas ruínas de duas casas e da capela que abrigara São Francisco, o padroeiro. Os moradores que de lá foram expulsos pela fúria das águas vieram se estabelecer no Maruim. Do Guaxinim para o Maruim, apesar da rima não foi boa a solução. O mestre Chico Vermelho, aos 68 anos ainda lamenta não ter podido continuar no Guaxinim. De bela vista, muito sossego e maiores facilidade para o seu ofício de pescador. Regina Barros, jornalista.

Guaxinim

Mais sobre o Guaxinim: O nome da ilha deriva da existência naquela área do guaxinim (Procyon lotor), também chamado mapache e rato-lavadeiro. Mamífero da família dos procionídeos. Aparece em vários filmes de desenho animado como Pocahontas, Dr. Dolittle 2, etc.

 

Rio Açu visto da Maré Mansa

Há também informações que um dos motivos do abandono da ilha do Guaxinim foi em razão da dificuldade na obtenção de água potável, após problemas com a Henrique Lage Salineira de onde a água era retirada.   Da equipe do Baú de Maca

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