Minhas recordações do governo do PSDB – [1]

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Pequenas historias do neoliberalismoNão tenho boas lembranças do governo do PSDB e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De nenhum dos dois governos, o primeiro de 1995 a 1998 e o segundo de 1999 a 2003. Aqui, falo do primeiro governo.

O PSDB com FHC assumiu o governo em janeiro de 1995 e logo tomou as medidas do neoliberalismo — abrir espaço para a iniciativa privada — não para a pequena e média, porque estas ele oprime,  lhe dá as sobras e acena com a possibilidade de um dia ser grande,  mas sim para as grandes empresas notadamente o grande  capital, o capital sem pátria e de pouquíssimos donos.

No serviço público, nas empresas estatais e nas de economia mista promoveu os chamados Programas de Demissão Voluntária que levou milhares de trabalhadores a pedir a demissão.  Para uma minoria que já se preparava para deixar o emprego foi até razoável, mas para a grande maioria foi um inferno, pois sacados de seus trabalhos do qual conheciam bem, foram estimulados a fazer o que não sabiam e quase sempre não se adaptaram e findaram amargurados. Com a demissão de milhares de trabalhadores o serviço público piorou muito.

Falo da minha experiência pessoal. O neoliberalismo já vinha assolando o Banco do Brasil há algum tempo e eu não me adaptei — de Banco de fomento passávamos a Banco comercial onde éramos obrigados a “empurrar” seguros e outras maldades para os clientes. Pedi a dispensa da gerencia que ocupava e em dezembro de 1994 criei um com sócio uma pequena empresa de informática — suporte para pedir demissão. Meus clientes da nova empresa eram em grande parte do serviço público e das empresas de economia mista, justamente as que estavam sob o ataque do governo neoliberal do PSDB. Sobrevivi com dificuldades dentro daquilo que tinha programado, ou seja, que a empresa durasse pelo menos cinco anos.

A política do PSDB destruindo os serviços públicos e os órgãos governamentais numa cidade pequena ou media é de maldade extrema, pois sacrifica o cidadão daquela cidade onde a presença do Estado se faz muito necessária.

 Em Macau um número enorme de órgãos do governo foi simplesmente fechado sem nenhuma justificativa, como foi a Capitania dos Portos. Nos Bancos estatais e de economia mista os funcionários foram reduzidos a 15% do quadro e o atendimento ao cliente que não era bom ficou muito pior.

De Claudio Guerra para o baú de Macau