Navio Entre Espadas

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Navio Entre Espadas, de Horácio Paiva – Trecho do prefácio do poeta Anchieta Fernandes, denominado Convite – “Cada época, com o seu Horácio [nome próprio que em sua etimologia significa: colocado sob a proteção das Horas, deusas da mitologia greco-romana]. Se os latinos tiveram Quinto Horácio Flaco, que produzia odes e sátiras na tranqüilidade de sua quinta nos montes Sabinos, o Rio Grande do Norte literário contemporâneo deve ler o que produz[iu] um poeta que, iniciante por somente agora publicar um livro, é no entanto maduro em idade e poesia: Horácio de Paiva Oliveira. Os poemas de “Navio entre Espadas” trazem uma linguagem onde a beleza reina plena temperada de toques de onirismo. Vênus, por exemplo [v. o poema “Ode a Vênus”], cujo brilho é – cientificamente falando – apenas um reflexo solar, na poesia horaciana termina por ter um brilho de olhos humanos, já que o poeta, além de ver olhos azuis na estrela matutina, também escuta “palavras de encantamento” pertencentes ao astro. É como se a personificação mitológica [Vênus, a deusa do amor e da beleza] encarnasse o ser-brilho-planeta-de-olhos-azuis em alguém, uma amada humana.

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