Araujo Filho [1885/ ] no Panorama da Poesia Norte-Rio-Grandense (1965)

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Araujo Filho [1885/     ] no Panorama da Poesia Norte-Rio-Grandense (1965)

Panorama da Poesia Norte-Rio-Grandense; autor: Romulo C. Wanderley, 1965, Edições do Val Ltda., Rio de Janeiro (GB)

Páginas 137/138

 

A um desesperado

 

Não te apresse. Espera, que o teu dia

chegará. É fatal. Não falha nunca.

 

— No livro  do Destino, a rua lauda

Escrita está, clara e precisa…

 

Clara,

embora, ninguém veja, mas se sabe

que a mão de Deus não erra no que escreve,

e na barca que leva a outras paragens

o teu lugar está vazio.

 

Joaquim de Araújo Filho, é macauense, nascido a 4 de fevereiro de 1895. Mas reside na capital pernambucana há muitos anos, sendo por muitos considerado pernambucano de nascimento. Realmente, Araújo Filho está integrado totalmente às letras da Mauricéia, o que não deixa de constituir um justo orgulho para os seus conterrâneos do Rio Grande do Norte.

A bibliografia de Araújo Filho, que é filho de Joaquim de Araújo e Rosa Caldas de Araújo, é extensa, mérito incontestável para o seu autor, que, apesar de atraído por atividades comerciais, não traiu a vocação de homem de letras, que trouxe do berço. Segundo se vê no Panorama da Poesia Brasileira (vol V), de Fernando de Gois, é o seguinte o rol dos seus livros: O Livro de Elza (1907); Enchologium (1918); Citharedo (1915); Rhytion (1922); Arbor Mea (1924); Evangelho da Perfeição (1928); Cantos do Entardecer (1937); Sugestões de um Poeta Persa(1945); Última Colheita (1943); Outra Jornada (1951); O Pássaro do Sonho (1955).

Além de colaborações assíduas na imprensa do Recife, Araújo Filho dirigiu “Vida Moderna”, revista de artes e letras, e foi redator de “Heliópolis”, outro órgão de cultura que circulou na capital do antigo Leão do Norte.