Olda Avelino [1895/1965] no Panorama da Poesia Norte-Rio-Grandense (1965)

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Olda Avelino [1895/1965] no Panorama da Poesia Norte-Rio-Grandense (1965)

Panorama da Poesia Norte-Rio-Grandense; autor: Romulo C. Wanderley, 1965, Edições do Val Ltda., Rio de Janeiro (GB)

Página 132/133

 

Olda Pinheiro Avelino pertence a uma família milionária de talento. Seu pai foi o Prof. Emídio Bezerra da Costa Avelino, um dos mais ardorosos e temidos rábulas da região  em que vivia. A sua genitora chamava-se Maria Irinéa Pinheiro.

Olda Avelino exerceu o magistério primário, estando atualmente aposentada. Macau muito lhe deve, não só pelos serviços prestados ao ensino, como também pela sua participação em todos os movimentos literários da cidade. Hoje, que uma névoa definitiva lhe cobriu a luz dos olhos, a poetisa continua, no entanto, cultivando as letras, à semelhança de Homero e Antônio Feliciano de Castilho.

Agora, sob o mesmo teto e sobre o mesmo solo, vivem na cidade que lhes serviu de berço, dois irmãos de sangue e pela poesia — Edinor e OIda Avelino, que pro uma ironia do Destino foram privados, na velhice, do precioso sentido da visão.