Algodão, in : Scenários Norte-Riograndense, (1923), de Amphiloquio Camara

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Algodão, in : Scenários Norte-Riograndense,  (1923), de Amphiloquio Camara

Serra Caiada, Usina de Algodão, in Municipios, IBGE, década 1950

Serra Caiada, Usina de Algodão, in Municipios, IBGE, década 1950

O porto de Macau entre os fins do século XIX e início do XX, era um dos pontos importantes da exportação do algodão, inclusive com a instalação de prensas de algodão na cidade. Na obra  Scenários Norte-Riograndense,  (1923), de Amphiloquio Camara, encontramos um registro interessante dessa cultura no Rio Grande do Norte.

Algodão em Serra Caiada, in IBGE. Decada 1950

Algodão em Serra Caiada, in IBGE. Decada 1950

“O algodão, sobretudo, que é a sua maior cultura, tem tido neste s últimos tempos  , um desenvolvimento  excepcional, abrangendo o seu plantio uma extensão de quatro milhões de hectares, aproximadamente, e a sua cultura é operada em nada menos de 32 municipios do Estado.  Tem o seu “habitat” na zona do Seridó, cujas terras admiravelmente se prestam para o plantio da variedade “mocó”, typo afamado, de fibra longa, onde o algodoeiro tem diuturna existência, produzindo e reproduzindo-se num período de dez ou mais annos.  Si com essas terras mais apropriadas do que em qualquer outra parte do mundo para a cultura de algodão, não o produziu, ainda, o Rio Grande do Norte de modo a desenvolver ao máximo essa sua grande riqueza, é que lhe têm faltado elementos de auxilio. Além da escassez de braços, é completa a falta de uniformidade de fibra, porque, sendo o trabalho de produzir exemplares de semente para, um ramo scientifico da agricultura, o cultivador comum não é apto a empreendel-o por si só. Esse inconveniente só se corrige com a creação official de núcleos technicos, para prover de sementes os cultivadores familiarizando os plantadores com todos os detalhes da cultura. Foi o que, felizmente, fez, agora, o Congresso Federal, por sugestão esclarecida do eminente Deputado Dr. José Augusto, creando uma Estação Experimental na zona mesmo do Seridó, com o que não só lucrara o proprio Estado com a economia do paiz (1).”