Casa de farinha

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Casa de farinhaNa obra Historia Naturalis Brasilie [Historia Natural do Brasil] publicada em Amsterdam em 1648, o autor Guilherme Piso, médico de Maurício e Nassau, o representante hollandez no Brasil do século XVII,  descreve com o olhar de grande pesquisador,  a fauna e a flora brasileiras. O livro foi traduzido e publicado pela Cia. Editora Nacional em 1948.

À página 60 descreve a mandioca, importante na alimentação dos brasileiros. O processo de fabricação da farinha permaneceu por muito tempo de forma quase artesanal. Diz o autor: “Arrancadas da terra, as raízes mal duram o espaço de três dias, mesmo guardada em celeiros. Limpas e despojadas da casca tenuíssima que as envolve, levam-se a um moinho de mão, cuja figura daremos a seguir, movido por dos homes e são moídas por umas pontas de ferro, recebendo um cocho de farinha das raízes trituradas. … Depois se coam numa peneira chamada Urupeba e são logos lançadas num recipiente, alguidar de barro ou de cobre, posto ao fogo e afitado um pouco até cozerem,. Semi-cozidas e ainda moles, são comestíveis e sem chama m Farrinha relada, isto é, farinha não dessecada”.

Na região de Macau, a mandioca também era cultivada em grande escala.