Individualismo burguês

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O agiota e sua esposa Quentin Matsys [1466/1530]

O agiota e sua esposa Quentin Matsys [1466/1530]

Todas as cortinas que a burguesia estendeu nesse ultimo século na tentativa de escurecer o ambiente da luta capital x trabalho começam ficar puídas. São cortinas velhas que a cada dia perdem um pedaço e deixa mais claro a luta de classes.  Pois é, ainda existe burguesia e proletariado, patrões e empregados e a cada dia, um número maior de pequenos patrões que trabalham até mais que os empregados. Todos dominados pelo grande capital, o capital financeiro que não tem mãe, nem pai, nem pátria e nem piedade.  O lucro deixou de ser o ganho para obter um bem para satisfação de desejos. Agora é o lucro pelo lucro, cada vez mais concentrado em poucas empresas.  Mas há também outros estímulos ao individualismo. São aquelas religiões que invadiram as televisões e entram pela madrugada adentro com a pregação do individualismo. A impressão é que no céu, só entrarão os bem sucedidos financeiramente. Não se ouve nessas pregações nada, mas nada mesmo daquele cristianismo carregado de ternura. Aquele do “abraça o teu irmão”.

De Claudio Guerra para o baú de Macau