Trabalho voluntário no capitalismo

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Década 1990. Alfabetização de adultos: trabalho voluntario dos funcionários do Banco do Brasil de Macau

Década 1990. Alfabetização de adultos: trabalho voluntario dos funcionários do Banco do Brasil de Macau

A imagem de pessoas, muitos jovens, ajudando uma escola,  limpando uma praça, uma praia ou as margens de um rio é alentadora e seria muito mais se não fosse preciso e se todos cumprissem as boas regras de convivência e se os poderes  públicos funcionassem como determinam as leis. Nem sempre é assim e então algumas pessoas com alto espírito de cidadania e solidariedade tomam o trabalho para si. Fazem e sentem felizes por  isso.

Eu sempre fiz trabalho voluntário, mesmo depois de ter consciência do seu funcionamento  sob o capitalismo, pois sempre considerei o trabalho voluntário como ato de solidariedade humana e acima, muito acima do individualismo burguês.

Os gastos com uma praça, uma praia, uma escola, um centro social que deveriam ser custeados por toda a sociedade, ao receber o trabalho voluntário, permite que a burguesia  se aproprie desse trabalho não pago. Sob o capitalismo o trabalho voluntário é uma  exigência do mercado e sempre uma estratégia para a reorganização do sistema em crise. Não há solidariedade no capitalismo.

De Claudio Guerra para o baú de Macau