Terceirização: o que é ruim pode piorar

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terceirizarUma pergunta banal: se não haverá nenhuma diferença entre o contrato de trabalho vigente e o que está proposto no projeto de lei da terceirização, então por que o projeto?

Em 1994 os arautos da burguesia diziam que o negócio não era a estabilidade e sim a empregabilidade. Ouvi esta palavra pela primeira vez quando o Banco do Brasil preparava o seu projeto de demissão coletiva, numa empresa em que a tônica sempre fora a estabilidade no emprego.

A criação do FGTS em 1966 foi o primeiro afrouxo na estabilidade, mas foi a Constituição Federal de 1988 que decretou o fim da estabilidade e então a demissão sem motivo algum é garantido por lei e os possíveis freios são de ordem pecuniária e isto diminui o lucro, objetivo final da burguesia que não fica completamente feliz com o ocorrido. E a burguesia sempre quer estar completamente feliz.

A terceirização é projeto antigo da burguesia representada pelo PSDB e seus satélites, mas foi  interrompido pelos governos do Partido dos Trabalhadores que conseguiu segurar algumas coisas razoáveis da legislação trabalhista da década de 1940. Agora, com a correlação de forças favorável, quer esta burguesia aprovar a terceirização que deverá precarizar ainda mais a vida do trabalhador. Se aprovada, não haverá freios de espécie alguma, será a rotatividade funcional e barata, muito barata.

De Claudio Guerra para o baú de Macau