A barbárie que nos cerca.

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O risco à democracia é grande quando não temos as varias versões de um fato transmitido por meios de comunicação desconcentrados. Mas, pior ainda é quando um monopólio midiático despeja a sua versão do fato incitando e manipulando leitores ou telespectadores à adesão cega  às suas ideias. Na Alemanha dos trinta do século passado, quase 90% da população foi atraída ao nazismo, não com discursos repletos de fundamentos, dados e explicações, mas sim, com slogans fáceis e frases prontas, destas que ouvimos hoje nas tvs.  Um amigo, criança na Itália fascista me disse que eles adoravam Mussolini que resolveria todos os problemas da Itália e que pouco importava as longas explanações dos comunistas na tentativa de explicar o verdadeiro sentido do nacional-socialismo. Argumentos são bons dentro da academia, mas não funcionam com o povo e nem vence eleições. Parece-me que ainda é assim. E continuará enquanto não nos livrarmos da nossa herança feudal dos reis e príncipes, do senhor da casa grande que tudo resolve e da concentração da mídia obediente aos seus patrões imperialistas. Mas mudará quando formos o protagonista e não o macaquinho amestrado que querem nos transformar.

Tornou-se corriqueiro nas tvs mostrar imagens de arquivos ou até aquelas que nada tem a ver com o fato,  para ilustrar a notícia. Nos casos de corrupção é comum ver malas e pacotes de dinheiro e uma imagem repetida à exaustão até que o telespectador se convença de que o acusado é o maior ladrão do mundo. Os exemplos são inúmeros.

Josef Goebbels, ministro de propaganda do nazismo afirmava que o objetivo da imprensa não é informar, transmitir fatos claros e objetivos, senão incitar, estimular, mover. É isso que estão fazendo quase todas as tvs no Brasil.

De Claudio Guerra para o baú de Macau