Dois grandes poetas: homenagem [agosto de 2012] de Silvio Caldas aos poetas Horácio e Gilberto

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Poetas Gilberto Avelino e Horacio Paiva em Macau. 1990

Poetas Gilberto Avelino e Horacio Paiva em Macau. 1990

Dois grandes poetas. Não idênticos (até pela diferença de idades), mas perfeitamente identificados. Diria mesmo que Horácio era uma espécie de filho espiritual de Gilberto, dele herdando o amor a Macau e a veia poética. Diferentes em muitas coisas nos direcionamentos, mas assemelhados no fundamental.

Conheci a ambos quando presidi a então Junta de Conciliação e Julgamento de Macau. Ambos, advogados e poetas. Amantes dos entreveros jurídicos e daquela ilha misteriosa. Em Gilberto aflorava o sol e o sal. Horacio foi mais além. Foi, não, está indo mais além, aventurando-se em diversos temas e deleitando-nos com fantasias, ficções, realidades e filosofias de que o mundo moderno nos está distanciando.

Em seu mais recente livro – A TORRE AZUL – a ser lançado no próximo dia 30 na Academia Norte Rio Grandense de Letras, nos brinda com as mais variegadas sutilezas de sua alma e do seu estilo. Fala do amor/conquista, fala da natureza, fala de Deus. Enfim, poeta do sol e da lua, da terra e do sol, de Deus e do mundo.

Como Horácio era bem mais jovem do que o mestre (como eu chamava Gilberto), ouso pensar que Horácio passou a ser um Gilberto (et por cause) mais atualizado. Argonauta de mares mais distantes. O que não deslustra a memória do grande poeta que se foi. Mas que engrandece com toda razão o poeta que ficou.

Sílvio Caldas