Ditadura e farsa: o caso Mario Alves

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Mario AlvesNo Arquivo Nacional encontramos o dossiê BR.AN.RIO.TT.O..MCP.AVU. 324 UD 140 com documentos de 1970 e 1971 sobre as denuncias de tortura a presos políticos junto à Comissão de Direitos Humanos da OEA – Organização dos Estados Americanos. As denúncias foram subscritas pelos advogados e professores Heleno Claudio Fragoso, Augusto Sussekind de Moraes e George Tavares que posteriormente sofreram cárcere privado e violações dos direitos humanos , acontecimentos normais para a ditadura como forma de inibir as denúncias contra o terror  imposto aos brasileiros a partir do golpe de 1964.

As correspondências entre a Comissão da OEA, o Ministério das Relações Exteriores [min. Gibson Barboza] e o Ministério da Justiça, [min. Alfredo Buzaid], trata de informações sobre presos políticos, entre eles Mário Alves (*), preso em janeiro de 1970 pelo DOI CODI e levado para o quartel da Polícia do Exercito no Rio de Janeiro onde foi torturado até a morte.

O dossiê contém o rascunho do documento enviado á Comissão de Direitos Humanos da OEA. Comparem as cópias e vejam a farsa.

(*) Mario Alves (1923-1970), estudioso do marxismo-leninismo foi do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro e um dos fundadores do PCBR.

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