Barro Vermelho [poesia]

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Barro Vermelho

 

Das pequenas e belas colinas de Natal

no velho Barro Vermelho

me assusta que os cantos dos bem-te-vis

estejam sendo abafados pelos sons dos

bate-estacas.

São muitos nos últimos meses.

Minha vista alcança sempre mais perto e

tenho medo dos olhos espigões a vigiar-me,

mais e mais altos.

 

Saudades das pequenas cidades em que vivi.

Tudo agora me chega pelo telefone…

Até a morte.

 

Antonio Nogueira [Claudio Guerra]