“Farinha pouca, meu pirão primeiro”

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“Farinha pouca, meu pirão primeiro”.     Ouvi de uma pessoa lá no Bairro do Porto do Roçado que me explicava a lógica da maioria dos candidatos a vereador em Macau.

Recordei agora quando do golpe contra a republica no Brasil.

A burguesia (sim, existe!) tomou o poder do Estado ao ver que o governo do Partido dos Trabalhadores, mesmo com todas as concessões feitas a setores burgueses, não abria mão de continuar a política de distribuição de renda — pequena, mais efetiva — e uma política externa centrada na solidariedade e soberania.

Com a crise do capitalismo e a diminuição dos lucros aflorou a luta de classes (sim, existe!), e então dizem o burgueses:  “farinha pouca, meu pirão primeiro” e aplicaram o golpe. A diminuição da taxa de lucro é fatal para o sistema capitalista e só os setores oligopolizados resistem numa luta fratricida a um custo social alto.

Enfim, não contavam perder a eleição para a presidência no Brasil.

Aplicaram agora o plano B  com os seus paus-mandados do congresso nacional.

Quem perde? Os trabalhadores perdem muito, mas os setores médios —  estes mesmos que gritaram “Fora Dilma” — perderão mais.

Elementar. Os clientes da classe media estarão sem dinheiro, e a classe média não faz parte da burguesia.

 

Claudio Guerra em setembro de 2016