A Dissipação da Aurora

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FAGUNDES DE MENEZES – Escritor multifacetado. Fagundes de Menezes distingue-se, principalmente, como contista. Dos melhores que o Rio Grande do Norte doou ao Brasil. Havendo deixado a Província ainda muito moço, em busca de novos horizontes, não cortou o cordão umbilical… A terra potiguar está presente em sua obra; dois dos seus livros foram editados em Natal; e ele próprio, vivente do Rio, prestigia com a sua presença a vida literária do Rio Grande do Norte.  O seu primeiro trabalho, um ensaio – Nietzsche e a Mística do super-homem – data de 1942 [Caderno Acadêmico, Rio de Janeiro]. Muitos anos depois, publicou o livro com se firmaria no cenário nacional das Letras – O Vale dos Cataventos, contos [Editora Antunes – Rio de Janeiro – 1960], a respeito do qual disse o crítico Virginius da Gama e Melo, um dos primeiros a saudá-lo: “A temática dos seus contos, em sua maioria, junta à nossa literatura os seus melhores contos do mar.”  Com as obras subsequentes – tanto as de ficção [Os Enteados de Deus [Livraira Editora Gol – Rio de Janeiro – 1969] e Cárcere das Águas [Editora Cátedra – INL – Rio de Janeiro, 1983], quanto às de poesia [O Vagonauta [Livraria e Editora Gol – Rio de Janeiro – 1969], Aurora Trucidada [Editora Clima – Natal, 1985], e Memória do Longo Caminhar [Editora Clima – Natal – 1990] – Fagundes de Menezes tornou-se um escritor do mar. Somente no penúltimo livro, ele se afastou um tanto do tema, quando lavrou em versos candentes, um verdadeiro libelo contra a Ditadura Militar, que se abateu sobre o País, em 1964.  Grande admirador de Graciliano Ramos, de José Lins do Rego e Jorge Amado, o autor tem afinidades com estes romancistas: a preocupação com o social, o sentimento telúrico, etc. Não se pense, porém, que seja um epígono do Regionalismo Nordestino. Ele é, isto sim, um dos herdeiros do movimento.  Da sua bibliografia constam, além dos livros citados, os seguintes: Território Livre, crônicas e reportagens [Editora São José – Rio de Janeiro – 1975], A Dissipação da Aurora, crônicas [Editora Presença – Rio de Janeiro – 1984] e As Árvores Cantantes, conto de literatura infantil [Editora Arco-da-Velha – 1987].

JORNALISTA PROFISSIONAL: Iniciou-se no Jornalismo, quando ginasiano, no jornal natalense O Debate, dirigido pelo jornalista Antonio Alves. Ainda na capital do Rio Grande do Norte, foi colaborador de A República e do Diário de Natal. Passando a residir no Recife, dirigiu o Correio do Povo e colaborou em outros jornais recifenses: Diário da Manhã, Diário de Pernambuco e Jornal do Commercio.  Fixado no Rio de Janeiro [1950], aí exerceu, com ainda maior brilhantismo, a sua profissão de jornalista. Foi secretário de redação do Diário de Notícias e do Jornal do Brasil; repórter e cronista parlamentar da Folha de São paulo [quando o Congresso Nacional ainda funcionava no Rio, então capital da República]; redator e repórter especial de Última Hora, e chefe da redação da edição fluminense deste jornal; redator de O Globo; secretário de redação e chefe da seção de cinema da Agencia Nacional [hoje Empresa Brasileira de Notícias] e diretor da Rádio Nacional, no Governo João Goulart. Colaborou no seguintes órgãos da imprensa carioca: Correio da Manhã, Jornal do Commércio, O Cruzeiro, Manchete e Revista do Livro [esta, órgão do Instituto Nacional do Livro].  Atualmente [novembro de 1994], aposentado como jornalista, Fagundes de Menezes continua a atuar, na condição de colaborador. Parte de sua produção jornalística encontra-se no livro Território Livre, já referido.

SÍNTESE BIOGRÁFICA: Filho de José Felipe de Menezes Sobrinho e Maria da Conceição Fagundes de Menezes, nasceu João Fagundes de Menezes na cidade de Macau [RN], a 28 de janeiro de 1922. Na terra das salinas viveu sua infância, havneo cursado o Primário no Grupo Escolar local. Como não havia, ali, estabelecimento de ensino médio, ele foi continuar os estudos no Recife. Fez os cursos ginasial e pré-jurídico no Colégio Oswaldo Cruz, da capital pernambucana. Já então descobrira a Literatura, através da leitura de obras tais como o Tesouro da Juventude, de Monteiro Lobato; O Gênio do Cristinanismo, de Chateaubriand; os livros de Júlio Verne e a poesia de Gonçalves Dias, Castro Alves, Casimiro de Abreu e Álvares de Azevedo.  Recife ficou sendo a sua segunda cidade. Foi lá que começou sua luta pela vida, ensinando em colégios, exercendo o jornalismo e a advocacia [Bacharel] em Ciências Jurídicas e Sociais, formado pela Faculdade Nacional de Direito, da Universidade do Brasil [hoje Faculdade de Direito, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Turma de 1946]. E no Recife casou-se, a 1º de dezembro de 1947.  Desde 1950, Fagundes de Menezes mora no Rio de Janeiro, porto definitivo. É procurador Jurídico aposentado. Como escrito, continua em plena atividade. Já entrado na casa dos setenta, curte – avô coruja – os dez netos, que lhe deram os filhos Jenner, Ana Cristina, Eleonora e Isadora.  Instituições a que pertence:  União Brasileira de Escritores [Presidente várias vezes reeleito]. Sindicado dos Escritores do Rio de Janeiro, Pen Clube do Brasil [Sócio titular], Conselho Consultivo da Federacion Latinoamericana de Sociedades de Escritores – FLASOES.  Honrarias:  Medalha Alberto Maranhão, do Estado do Rio Grande do Norte; Personalidade Literária Latino-americana de 1992, título concedido pela FLASOES; Medalha Tiradentes, da Assembléia Legislativa do Estadodo Rio de Janeiro; Medalha Bolívar, da Associação dos Escritores da Venezuela.  Prêmios:  Prêmio Carlos de Laet, da Academia Brasileira de Letras; Prêmio de Reportagem literária sobre a sabedoria árabe. Outorgado pela Liga dos Estados Árabes; Prêmio de contos do antigo IAPC [1º lugar].

da obra Ficcionistas do Rio Grande do Norte, de Manoel Onofre Jr., Coleção Humanas Letras, UFRN – CCHLA – 1995 – Natal [RN] p. 47 a 50.

Elegia para o irmão marinheiro

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