Apesar de Tudo

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Autor: José Luiz Silva; Obra: Apesar de Tudo; Eureka, 1983; Natal-RN; Sobre o autor: José Luiz Silva é formado em filosofia e teologia. Foi professor nas Faculdades de Comunicação de Santos e Filosofia de Santana, em São Paulo. Foi pároco em Pendências-RN. Jornalista e Escritor.

Sobre a obra: O livro é como um diário onde o autor registra suas impressões sobre os mais variados assuntos no Brasil e no exterior. Registramos sobre o porto de Macau: ...Eu me lembro que no ano passado, eu gritava quixotescamente pelo Porto de Macau [O Poti 20-04-80]. Quem se manifestou? Insisti ainda. E lá vou eu: Eu sei que não será muito cômodo dizer que as águas-mães de Macau estão sendo para o seu povo águas-madrastas; sei que mostrar os verdadeiros exploradores do povo; descorbrir o endereço de certas manobras; indicar malandragens empresariais, não será tarefa fácil. [O Poti 27-04-81]. Fui mais além. Trouxe números para comprovar meus clamores: Em um ano apenas, a remoção de produtos da barrilha e das águas mães [De Macau a Natal] custariam 300 milhões de cruzeiros. Isso quer dizer que em dois anos apenas, o governo teria, se não de todo, pelo menos a grande parte de retorno do que investisse no porto de Macau. [O Poti 04-05-80]. No domingo seguinte Padre Penha vinha ao meu socorro. Publiquei sua carta na íntegra. Tema: Porto de Macau [O Poti 18-05-81]. Resolvi publicar um mapa mostrando o custo do sal transportado para o Porto-Ilha. Porque o porto de Macau era um imperativo econômico. Mostrei a distância de Galinhos [36 kilômetros], o consumo de óleo diesel, os dias úteis. [O Poti 08-06-80]. Certo ou errado? Foi o título do meu artigo de O Poti de 15-06-80. Assunto: Porto de Macau. No domingo seguinte, todos os jornais de Natal [22-06-80] publicavam matéria sobre a Salina Amarra Negra, cravada no município de Galinhos. Continuei. E lá se vão mais 6 artigos sobre o Porto de Macau. A troco de que, me perguntaram muitos, se eu tive apenas 36 votos em Macau enquanto João Faustino teve 3.313 votos? Hoje eu me sinto profundamente recompensado. Antonio Florêncio propugna pela construção de um novo porto em Macau, como forma de reduzir os custos de transportes e como segunda opção para o escoamento da produção. [O Poti 17-05-81]. … p 31/32.

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