Um Rio Grande e Macau

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Autor: Getulio Moura; Obra: Um Rio Grande e Macau;Prefácio de Olavo Medeiros; GETÚLIO MOURA veio ao mundo em 22 de janeiro de 1962, na localidade de Tabatinga, à época pertencente ao território municipal de Pendências-RN. Atualmente, Tabatinga faz parte do município de Alto do Rodrigues. Desde os 2 anos, Getúlio reside na cidade de Macau, exerce o cargo de Técnico Ambiental na PETROBRÁS. Além das atividades profissionais de rotina, Getúlio convive com diversos “hobbies”: poesia, música, pintura, fotografia e ecologia.  ‘UM RIO GRANDE E MACAU – CRONOLOGIA DA HISTÓRIA GERAL”  é o ensaio escrito por Getúlio Moura. O autor focaliza nas quinhentas páginas do livro, os mais variados aspectos daquele município e de toda a região de que faz parte:  I – Viagens, Descobrimento e Colonização;  II – Os Índios do Vale do Açu e o Litoral primitivo;  III – Origem e Desenvolvimento de Macau;  IV – Comércio, Indústria, Sociedade e Meio Ambiente;  V –  Educação e Cultura;  VI – Comunidades de Macau;  VII – Municípios Vizinhos, Antigos Territórios de Macau;  Por sua vez, cada uma dessas 7 partes originam dezenas de subtítulos, que versam sobre os mais variados temas regionais.  Considero o ensaio de Getúlio Moura, um marco na bibliografia norte-riograndense. Trata-se da melhor obra já escrita sobre aquela importante região salineira e petrolífera.  Aproveito o ensejo para fazer duas digressões sobre aspectos ligados à protohistória macauense. Comungo com o ponto de vista defendido pelo sábio cearense, Tomaz Pompeu Sobrinho, de que os indígenas habitantes do litoral correspondente ao rio Açu, à época em que Vespúcio percorreu parte de nossos mares, pertenciam ao grupo tapuia denominado Tremembé [Ver Do Instituto do Ceará, Tomo LXV, 1951]. Os Tremembés nordestinos habitavam as praias e estuários dos nossos rios, desde a região fronteira aos baixios de São Roque, no Rio Grande do Norte, até a barra do rio Gurupi ou baía do Maranhão. Ocupavam aqueles silvícolas os terrenos cobertos de manguezais e alagadiços.  A propósito da pretensa semelhança existente entre a Macau norte-riograndense e a Macau chinesa – fruto das elucubrações do mestre Luís da Câmara Cascudo -, não posso encontrar paralelo entre as duas localidades. Em 1797, a Macau norte-riograndense não passava de uma ilhota na foz do rio Açu, sem água, sem habitantes e desprovida de gado e lavouras.  E Macau chinesa já era uma cidade famosa…   Acho muito mais provável, que a denominação daquela ilhota, onde hoje existe a cidade de Macau, proviesse da abundância no local, de aves chamadas macau, também conhecidas como arara-macau, ararapiranga e arara-vermelha. [Anádor – hynchus glaucius Vieillor] [Ara chlopetera Grey].  Finalizando, parabenizo o escritor Getulio Moura, a terra macauense e o Rio Grande do Norte, pelo valioso trabalho que ora vem à luz:  OLAVO DE MEDEIROS FILHO Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte; Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; Membro da Academia Norte-riograndense de Letras;

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