Sobre craques e outros assuntos

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Foto Seu Santos, 1962, Seleção de Macau: Toinho Amancio, Zeca, Douzinho, Chico Patinha, Badoleo e Adilson. Gaspar massagista, Zé de Hipólito, Toinho, Neco, Damião e Broncadela.

Recentemente, numa entrevista para TV, o jogador Elias, ex-Corinthians e Seleção Brasileira disse para um repórter que no time do bairro onde morava, ele não era o melhor. Reconhecia sem falsa modéstia que era bom de bola, mas existiam dois companheiros que eram bem superiores a ele, mas que não se profissionalizaram. Continuavam ali sobrevivendo duramente nas suas profissões de muito trabalho e pouco dinheiro. Não dá para prever os caminhos que levam um jogador ao sucesso. O talento não é tudo. Mesmo assim, o sonho da maioria é jogar num grande clube e ganhar fama e dinheiro. É o futebol do nosso tempo que ao se profissionalizar deixou de ser esporte. O que pauta o futebol é o lucro e não mais o esporte como diversão e espetáculo. O futebol está cada vez mais fora do gramado.

Foto: autor não identificado, 1950?1960, Campo de futebol da rua do Cruzeiro, Arq. Desconhecido

E é por tudo isso que o futebol bem jogado ainda está na várzea. É no amadorismo, onde ainda é possível sentir que o jogador beija o distintivo do clube sem falsidade e se arrisca em belíssimas jogadas que dificilmente faria sob a pressão de cartolas, empresários e contratos. Pena que a televisão não está lá para filmar e depois exibir milhares de vezes junto com a marca do patrocinador.

Eu estou falando tudo isso para ressaltar os nossos craques das pequenas cidades do interior. Na minha pequena cidade me recordo de um ABC, o Atlético Brasil Clube com camisas rubro-negras e jogadores como Zé do Pito e Wirgues, que não deviam nada ao Corinthians de Oreco e Bataglia. Em Macau, quando na década de 80 conheci Dona Pretinha, ela me falou com muita saudade do Flamengo de Macau. Seus jogadores, dizia ela, não deviam nada ao Flamengo de Almir e Paulo Henrique daqueles anos. Eram craques.

Foto Autor Não Identificado, 2008?2010, Quadra de esportes da antiga AABB, arq. Desconhecido

Neste mês que Macau completa 136 anos, é oportuno lembrar do esporte que deu muitas alegrias ao macauense. Hoje é possível dizer o mesmo? Se não é, relembremos com o arquivo de José Ribamar Cavalcante, conhecido por Zé de Hipólito, craque no futebol, nas recordações e no seu amor por Macau.

Faremos neste mês de setembro várias postagens ilustradas com fotos e histórias gentilmente enviadas por Zé de Hipólito para o baú de Macau.

Parabéns Macau por sua história e seus filhos, nativo, como Zé de Hipólito e adotado, como o inesquecível João de Aquino que ajudam a preservar a memória.

Da equipe do baú de Macau.

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