David de Medeiros Leite

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Casa das Lâmpadas

Raibrito: crônica indignada

Presupuesto e Participacion

E quem se lembraria das apanhadoras de búzios? O poeta, ele tira a coberta das coisas.

Salamanca de David, por Woden Madruga

Cartas de Salamanca, por Francois  Silvestre

Cartas de Salamanca

Sobre um gesto solidário

O gesto solidário me toca. Não aqueles plenos de falsidade, aqueles que trocam feirinhas e cadeiras de roda por votos nas eleições, prestígio pessoal ou um lugar no céu. Não, estes me provocam asco. Falo do gesto solidário como aquele do começo da minha juventude quando num domingo, ao cruzar a pracinha do bairro em que morava, vi um rapazinho talvez nos treze, quatorze anos como eu, abraçar o pai embriagado que servia de chacota para os meninos na rua. Não falou nada, não brigou nem discutiu, nem admoestou ninguém. Nem olhou para os meninos que zombavam do seu pai. Abraçou-o e afastou-se dali. Era o que devia fazer e o fez.

E assim fez Davi de Medeiros Leite. Viu o drama e buscou reparo. Correu para um lado e outro. Uns toparam, outros nem se tocaram. Mas ele não falou nada e também não brigou e nem discutiu. Nem olhou para os insensíveis e os indiferentes. E no décimo ano da morte do companheiro Góis, mestre em solidariedade, organizou, e com a colaboração de muitos companheiros, publicou o livro Companheiro Góis – 10 anos de saudades. O companheiro Góis que cruzou várias vezes o istmo da ilha de Macau solidário com os trabalhadores do sal.

E como explicou o Professor Davi na apresentação do livro “transformar esta homenagem em instrumento capaz de resgatar um pouco da dor e da ausência…”.

A venda simbólica do livro serviu para o traslado dos restos mortais do companheiro Góis que morrera no Rio de Janeiro onde fora participar de reunião do Partido Comunista Brasileiro em 1991.

de Claudio Guerra para o baú de Macau.

Revista OESTE, de excelência

Academia Mossoroense de Letras

 

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