Quando se jogava bola a cesto em Macau

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Quando se jogava bola a cesto em Macau

Foto autor não identificado, time de basquete do CEIMH em 60, do livro 25 anos depois, do monsenhor Penha, Padre Penha

Naquele tempo, mais brasileiramente nós falávamos bola ao cesto. Depois veio basketball que abrasileiramos para basquetebol. A lembrança desse esporte praticado em Macau lá pelos 50, vem do amigo Chico de Neco Carteiro, o escritor areia-branquense Francisco Rodrigues da Costa e do seu livro Saudades, editado pela Sarau de Letras. A cronica recebeu o título de O esporte em Areia Branca. Chico recorda que o basquetebol era muito praticado em Areia Branca numa época que só se falava no futebol. Diz o autor: “No esporte da bola ao cesto, Macau também entrou no circuito. O caminho terrestre para lá era de difícil acesso, então recorremos à via marítima. Nossa visita foi retribuída pela equipe macauense. Gilson Ramalho, o maior destaque dos nossos adversários, era um rapaz louro, elegante, muito bom no trato com a bola. Outro craque deles era Veó, de quem me lembro bem. Moreno, canhoto, bom encestador. Tanto na excursão que fizemos quanto na visita de retribuição conseguimos vencer, placares chinfrins: lá um apertado 22×18 e cá eles marcaram 11 e nós não ultrapassamos os pontos obtidos em Macau. Bailes à noite nos salões das prefeituras areia-branquense e macauense selaram o entrelaçamento desportivo levado a efeito pelas duas cidades litorâneas e grandes produtores de sal.”[p. 101/102].

Algumas anotações do baú de Macau.

Zé de Hipólito, craque do futebol norte riograndense e memorialista macauense recorda-se do campo de bola ao cesto de Macau que ficava no início da rua São José, vizinho à casa do prefeito Albino Melo [Casa da Cultura, hoje]e em frente à casa das irmãs de Antonio Abreu [comerciante], as Abreu. Lembra ainda que os jogadores de basquete nos 60 eram: Flávio de João Melo, Carlinhos de Cicero da Luz, Rômulo de Seu Virgílio, Ivan de Francisquinho, Milton Escoteiro e Luiz Carlos do Juíz.

Claudio Guerra, o coordenador deste sítio conheceu Gilson Ramalho na década de 80 como cliente do Banco do Brasil. Diz ele de Gilson Ramalho: “Pessoa muito educada. Era dono da Salina Soledade em Barreiras e me falava das dificuldades que tinha como pequeno produtor de sal para concorrer com as grandes salinas.”

Leia mais sobre o escritor Francisco Rodrigues da Costa em Literatura e Artes.

Da equipe do baú de Macau.

 

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